Cleptocracia Condominial

Cleptocracia Condominial
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Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
* This is a fictional story. Any resemblance to actual cases or persons is entirely coincidental
* Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidencia

Aluizo e Merença, costumavam surripiar pequenos objetos das ruas e da vizinhança. E começaram a surrupiar jornais e revistas do vizinho, para concluir uma pesquisa. Queriam definir o regime de administração do seu reino. Pesquisaram e pesquisaram. E optaram por um regime pouco conhecido, uma cleptocracia, pois tinham mais experiência. Quem vivesse nas terras de seus reinados tinham que acatar decisões de administrações e subtrações. Os fornecedores de serviços públicos seriam os primeiros a sofrer taxações nas exportações para o reino. Tudo que ultrapassasse o muro teria uma taxação na forma de subtração, esta era a lei.
Viviam em um regime de cleptocracia, era o regime que implantavam em seu condomínio. Implantavam o regime nas casas de sua propriedade, facilitando suas entradas e saídas nas casas nas ausências dos locatários. Não estava definido o valor permitido a ser subtraído, ou melhor a quantidade de bens, produtos e utensílios que eram subtraídos na ausência dos moradores.
Acabaram por estender seu reino a casas distantes. Casas que frequentavam além de seu reino também eram taxadas.

* Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com casos ou pessoas terá sido mera coincidência
* This is a fictional story. Any resemblance to actual cases or persons is entirely coincidental
* Esta es una historia de ficción. Cualquier parecido con casos reales o personas es mera coincidencia

25/09/2015

Texto disponível em:
http://chaodepato.blogspot.com.br/2015/09/cleptocracia-condominial.html
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Alguns textos de Aluizo e Merença
http://chaodepato.blogspot.com.br/

http: A Cagada de Merença
http: A discoteca da vizinha
http: Aliça Monster
http: AM/FM
http: Catita Fofoqueira
http: Mais alguma buzinadas
http: O fim de uma história
http: O óbvio
http: O que a mão não pega, a casa dá conta

http: O Sargento e o Bem-te-vi
http: Reality Show com Closed Caption
http: Referenciais merençanos
http: Tia Chester
http: Tio Padrinho
http: Verdades

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A usurpação da ciência

A usurpação da ciência
A ciência comporta-se tal como uma religião. Cria axiomas e teoremas, e vai em busca de provas, que comprovem suas teses. Prova seus fatos por ensaios estatísticos e vai em busca de seus adeptos. E é na religião que encontra seus símbolos e seus ornamentos para realizar cerimonias de colação de grau e congraçamento. Cria um escalonamento de seus deuses, entre mestres e doutores, os pós conceituados, apoderados de um conhecimento, com monografias, dissertações e teses. Constroem poderes capazes de destruir um TCC.

A usurpação da ciência (1), publicado em 06/08/13
A ciência se apropria de fatos, conceitos e temas da religião. A ciência do direito se apropriou do código de Hamurabi (a.C.), e das leis mosaicas (a.C.), descritas na Bíblia, para construir seus atuais códigos penais e comportamentais. Os conceitos éticos de comportamento profissional e social vão pelos mesmos caminhos, um caminho díscipular. O direito é a ciência que resiste e sobrevive ao tempo desde a era de Levi e Levíticos, vai se acomodando e se aprimorando, de acordo com o momento cultural e histórico.
A arquitetura que construiu e edificou o mundo antigo evoluiu, especializou-se, e dela formaram-se as engenharias, as ciências denominadas da tecnologia, a que abarca as outras, enquanto não são reconhecidas. A engenharia constrói e destrói o mundo, a engenharia vai e forma discípulos e especialistas. E os engenheiros da torre de Babel espalharam-se pelo mundo, falando línguas diferentes, cada qual com a sua especialidade. O tratado de arquitetura de Vitrúvio (a.C.), persiste como embasamento teórico até hoje.
Com a história épica do dilúvio e de Noé (a.C.), aprendemos a construir galpões para abrigar os animais das intempéries anunciadas pelos céus. Casais de animais servem para procriar e aumentar a criação, e basta construir um abrigo que os animais saberão que a tempestade se aproxima e procurarão se abrigar. Quando o céu clareia e Sol reaparece, as águas baixam e já é possível soltar os animais.
Noé olhou para o céu e avaliou que ia chover, tal como o sertanejo faz até hoje. Com uma audição apurada Noé pode ter previsto o rompimento de uma represa com o excesso de chuva. Talvez a repetição dos fatos o tenha feito tomar uma decisão, construir um abrigo para seus animais e sua família, a mensagem vinda dos céus incentivou sua decisão. O espaço de tempo entre o início e o fim da construção da arca foi o seu cronograma, projeto e construção concluídos no prazo determinado.
Hoje a meteorologia e climatologia fazem a previsão do tempo com satélites que giram ao redor da Terra acima das nuvens e como deuses antecipam as condições de tempo que são informadas em alertas aos criadores e agricultores. É comum ver em redes sociais a citação de que a Arca de Noé foi construída por um leigo e o Titanic por técnicos especializados. Tudo começa pela observação e pelo empirismo.
A ciência meteorológica aprendeu inicialmente a classificar as nuvens e avaliar a direção e a velocidade dos ventos. Militares e escoteiros em acampamentos avaliaram a direção da fumaça de uma fogueira, e associaram ao tempo consecutivo. Com experimentos domésticos intuíram-se as diferenças de pressões entre regiões, criou-se as medições barométricas. Boa parte do conhecimento existente hoje partiu das necessidades do militarismo, o telefone celular e a internet são os exemplos mais claros na atualidade. A briga entre o bem e o mal produz um conhecimento.
As profissões existentes na atualidade partiram de um triangulo de base, formado pela medicina, direito e engenharia, três necessidades básicas dos seres atuais e do homem primitivo, nas mais remotas e atuais épocas: saúde, posse e moradia.
O cientificismo se apossou da cruz e construiu um gráfico, fez uma relação de espaço e de tempo, inseriram dados ou informações, e batizou o par de retas ortogonais de eixos cartesianos fazendo uma referência a René Descartes que ficou célebre pela frase, cogito ergo sum, penso logo existo.
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 04/08/2013

A usurpação da ciência (2), publicado em 12/08/13
A engenharia e suas especializações é um exemplo evidente da torre de Babel, uma torre em direção ao céu. Os ilustradores bíblicos nos deram a entender que a torre de Babel seria a tentativa de construir um edifício alto o suficiente para alcançar o céu, talvez pela época das descrições ou das ilustrações. E com certeza pelo entendimento de cada um, de cada escritor e de cada leitor, no momento de escrever ou de ler. O conhecimento e a interpretação de textos são os resultados de experiências, vivencias e convivências, que alteram interpretações e descrições da escrita e da leitura, a cada momento pessoal e cada momento histórico.
A ciência do mundo moderno vem construindo foguetes, as novas torres para chegar ao céu. A tecnologia espacial ainda está nas mãos de poucos, especialistas e países, uma tecnologia de ponta onde é necessário o uso das últimas descobertas cientificas de cada área, da geologia a astronomia, da física, da química e da biologia. Cada nação detém seus segredos espaciais. As especializações vão criando um linguajar próprio. Tudo começou e começa na filosofia, no observar e no refletir.
Engenharia de transportes, engenharia da produção e engenharia da computação são algumas da ultimas divisões da engenharia, que aos poucos vão sendo reconhecidas como novas profissões, a partir de cursos superiores com curta duração, os CST. Formando tecnólogos em logística, tecnólogos de gestão da qualidade e TI (tecnólogos da informação), e outros tecnólogos. E agora surge mais uma engenharia, a de produção, uma inovação do sistema de produção em série, a teorização da produção, a produção em escala e em esteira passa para a O&M no papel.
Os denominados TIs, tecnólogos de ou da informação, ainda terão muito que estudar e se especializar, tendo em vista que muito pouco, estudam e aprendem, sobre a teoria da comunicação em uma era das TICs (tecnologias da comunicação e informação). Os cursos de TI estão focados em uma engenharia da computação, um olhar sobre o computador, a máquina e seus processos.
O mundo vivia uma era de pós-revolução industrial e passou a viver uma era de revolução tecnológica, depois que Steve Jobs usou a maçã como símbolo da sua empresa. A mesma fruta a qual Isaac Newton atribuiu ser seu insite para a descoberta da força da gravidade e atração dos corpos. E a mesma fruta simbólica que colocou o pecado no mundo através de Adão e Eva, dando início a busca do saber, o conhecimento científico do homem sobre a terra. A maça aparece como um marco, mudando os rumos da história. Newton e Jobs foram buscar símbolos religiosos e bíblicos para atribuir às suas ciências, suas descobertas e inovações. Pecados, pesquisas e descobertas sobre a Mãe Terra e a placa mãe do computador.
Adão e Eva (no oriente) os primeiros pesquisadores na face da Terra, pela visão da Gênese bíblica. Isaac Newton (na Inglaterra), físico e matemático. Steve Jobs (nos EUA), líder e exemplo de inovação. Três momentos e três momentos históricos e três pontos geográficos sobre a Terra. Três mudanças de rumos da ciência e da história, novos olhares e novos rumos. A ciência segue os mesmos caminhos da cruz, caminhando do oriente para o ocidente, o mesmo caminho da cruz com as descobertas de novos continentes (A usurpação da ciência – P1). Fatos históricos e cíclicos que fazem parte de uma teologistica, a logística de Deus sobre a Terra, com os homens sendo seus recursos humanos para desenvolver seu trabalho na Terra. Uma tese de doutorado difícil de ser defendida em um meio acadêmico.
E a ciência vai usando e usurpado de situações religiosas, tabulando dados e cientificando resultados. Como o PDCA, da gestão da qualidade e qualidade total, um ato de benzer e orar antes e depois de cada análise, objetivando resultados.
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 11/08/2013

A usurpação da ciência (3), publicado em 19/08/13
As faculdades com seus cursos e recursos, são outro exemplo da torre bíblica, uma torre em direção ao céu, o conhecimento não tem limite, tal como o céu. Com uma diversidade de cursos, um conjunto de faculdades, torna-se uma universidade, ao alcance do Universo. Com diversidade de linguajares, cada curso destinado a uma profissão, vai-se criando um modelo próprio de cada curso e cada especialização. Os degraus do conhecimento levam a patamares mais altos, que depois de formados espalham-se pelas cidades e pelo mundo.
A cada dia as faculdades e universidades com seus prédios, vão criando mais e mais cursos de nível superior, cada qual mais especializado e especifico. Cursos que vão criando expressões de uso próprio, que só o profissional da área entende. Cada profissão vai se segmentando. A engenharia já vinha sendo segmentada, em diversas engenharias, agora a administração se segmenta em cursos de administrações e de gestão, a começar pelos recursos, sejam eles financeiros, de materiais ou humanos, para tudo há uma logística. As faculdades também vão se tornando uma torre de Babel com cursos diferenciados e especializados, currículos específicos, falando linguagens diferentes e esquecendo-se da interatividade de um mundo globalizado.
A visão cartesiana criou um gráfico a partir de uma cruz, denominando como par de eixos cartesianos x e y, que se cruza em um ponto denominado origem. Todo ponto colocado no gráfico é posicionado a partir da origem, a gênese gráfica. Denominou o primeiro eixo de eixo x, paralelo a linha terrestre, o horizonte, o plano terrestre, utilizou uma letra que simboliza o primeiro tipo de cruz conhecida, em X. A cruz onde condenados eram julgados e amarrados. Denominaram de (y) o eixo vertical, como eixo das ordenadas, as ordens seguem uma linha vertical. A linha entre o céu e a terra, atribuiu a este eixo a primeira letra do nome de Deus, o tetragrama Yahweh. A partir da origem, um lado é positivo e o outro é negativo, o bem e o mal, o claro e o escuro. E aquele que está a direita do trono de Deus (Hb 12,2), a reta y que leva ao céu e ao trono de Deus ficou sendo o primeiro quadrante, o quadrante positivo.
Os eixos x e y formam um plano e com um terceiro eixo denominado de z, a partir da mesma origem de x e y tornando possível marcar pontos no espaço, formando-se um gráfico tridimensional. Com três pontos marcados no gráfico de três eixos, é possível formar uma figura tridimensional, uma figura espacial. Três dimensões localizam alguém ou alguma coisa no espaço. A quarta dimensão é o tempo, algo ou alguém está localizado no espaço em algum momento. A linha da terceira dimensão gráfica foi denominada de z, ultima letra do alfabeto. O eixo cartesiano pode marcar pontos entre o Alfa e o Ômega. De zero ao infinito, positivo ou negativo, do princípio ao fim, do desconhecido anterior ao desconhecido posterior.
A principal característica de uma tese é o ineditismo. Uma tese deve procurar ser inédita em seu tema principal ou até mesmo fazer um novo olhar sobre o que já foi dito e escrito. Uma tese embora elaborada normalmente no meio acadêmico é defendida publicamente, com as “portas abertas”. Qualquer pessoa pode assistir a defesa de uma tese. A banca examinadora se posiciona como árbitros do céu escolhendo que pode e quem não pode entrar no novo universo do conhecimento e participar de seu grupo exclusivista.
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 17/08/2013

A usurpação da ciência (4), publicado em 26/08/13
A ciência se apropria de fatos, conceitos e temas da religião. Cria uma roupagem nova, faz uma serifação e determina que o empirismo testado por diversas vezes em laboratório seja denominado como ciência, um produto de pesquisas, relatos e comprovações. Algo que alguém observou, analisou e tabulou, cientificou.
A última grande conceituação do mundo é o conceito de gestão da qualidade, onde as pessoas e as empresas buscam ser cada vez melhores. Desde o menor ao mais alto escalão empresarial, de insumos a exsumos. E se a empresa não vai ao consultor, o consultor vai a empresa descobrir os mistérios da montanha. A cruz esquadrinha, desenha e planifica. Planeja e analisa resultados, serve de régua e transferidor, esquadro e compasso.
O conceito de gestão da qualidade pratica um ato religioso a cada momento de inovação, melhora e ajustes. Cada momento, cada etapa do processo é analisada, comparada e retificada. Um estudo de tempos e movimentos, uma liturgia das horas.
A cada dia e a cada momento devemos ser melhores, se nós como pessoas, como funcionários, ou como colaboradores, podemos ser melhores a empresa também será melhor, e então poderá melhor atender consumidores e contribuintes. Com todas as empresas melhores, teremos um mundo melhor. O homem ao final do dia e a indústria no final da produção. Crescer e multiplicar, perdoar e evoluir.
A missão de uma empresa deve ser algo inalcançável, se a missão é inalcançável estaremos sempre em busca incessante de algo desconhecido, de melhores resultados, melhores produtos. O homem busca Deus tentando ser melhor para alcançar o céu. Os produtos buscam uma maior validade com melhor qualidade enquanto o homem busca a vida eterna.
O Universo criado por Deus vive em uma aparente harmonia e sobrevive pelo caos. O homem tenta prever o futuro, e estabelecer parâmetros, mas não consegue. A visão de uma empresa é tentar prever o futuro, o mais acertado possível. Um mercado financeiro ou comercial pode estar em equilíbrio em um determinado momento. Mas fatos imprevisíveis, como políticos, bélicos ou meteorológicos afetam bolsas de valores ou de mercadorias.
Um produto é um bem-criado pelo homem e se Deus procurou fazer um homem perfeito a sua imagem e semelhança, o produto feito pelo homem também deve ser perfeito, da maneira que foi concebido para ser. Para isto existem os critérios de inspeção e qualidade. Um produto ao confessar um pecado deve se penitenciar e voltar para a linha de produção, não havendo possibilidade de reaproveitamento será descartado e lançado no descarte, o lixo, dependendo do produto pode até ser incinerado, para evitar contaminação do processo. Tal como povos antigos que descartavam filhos nascidos com defeito físico. Hoje existem testes laboratoriais pós-parto para antecipadamente descobrir falhas genéticas e antecipar o processo de tratamento.
A análise PDCA funciona como um ato de benzer cada momento inicial e cada momento final do processo industrial. O PDCA é simbolizado graficamente como uma cruz formada no centro de uma circunferência, indicando e marcando o espaço e o tempo, com o movimento dos ponteiros de um relógio e em um espaço limitado, um espaço circunferencial sem início e sem fim. Em breve esqueceremos a simbologia do relógio analógico com mostradores e ponteiros, pois só haverá relógios digitais.
A análise SWOT tenta prever fatos certos e incertos, internos e externos, os externos são sempre imprevisíveis. SWOT é a análise do visível e do invisível, do concreto e do abstrato.
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 25/08/2013

A usurpação da ciência (5), publicado em 02/09/13
A ciência foi buscar na religião os títulos para seus acadêmicos de carreira universitária em posições de controle e domínio. Uma expressão retirada da igreja e que atualmente não é mais utilizada é a de catedrático, palavra derivada de catedral. Dentro das universidades, aquele que detinha um conhecimento de uma determinada cadeira ou disciplina, ocupava uma cátedra e era conhecido como catedrático da disciplina ou até mesmo do curso, o cargo máximo de um curso superior. Hoje não há mais catedráticos, mas ainda se encontram nas universidades federais os professores auxiliares, adjuntos e titulares, enquanto uma nova nomenclatura de posição já surge, e se adéqua, o professor associado.
Com a popularização do ensino superior o termo cátedra foi abolido e hoje todo corpo docente pode ter a oportunidade de ocupar uma chefia de departamento ou uma coordenação de um curso. Posições que possuem mais tarefas administrativas do que educacionais. Cargos desejados por quem tem um gosto e tendências pela administração, e não desejado por quem tem gosto e prazer por sala de aula.
Nas universidades ainda estão sendo preservados os títulos de mestres e doutores. Mestre um título do segmento religioso ocultista. Doutor um dos títulos usados dentro do catolicismo e atribuído a aqueles que produzem um conhecimento. Aqueles que não foram canonizados, mas deixaram uma vasta literatura de conhecimentos. O título de doutor na igreja é dado pelo Papa. Enquanto na academia os denominados papas do conhecimento têm o poder de definir os próximos mestres e doutores, uma posição de controle e domínio.
Alguns dirigentes de faculdades particulares tendem a utilizar o título de Reitor, puro exibicionismo e vaidade. Título que sempre coube ao maior dirigente de universidades federais, onde cada faculdade ou escola tem o seu diretor, os berços do saber e do conhecimento. Reitor também é um título oriundo do sacerdócio, dirigentes responsáveis de santuários e seminários.
O título de doutor dentro do meio acadêmico também se refere a aquele que produz um conhecimento. O meio acadêmico passa e transfere a responsabilidade a um doutor de produzir um conhecimento. Junto com seus orientandos na posição de orientador deve produzir um conhecimento e divulgar este conhecimento na forma de artigos científicos. Portanto o doutor deve produzir e disseminar o conhecimento.
Com uma disputa acirrada entre os pós-graduados, mestres e doutores estão cada vez mais distantes, já não tem o mesmo status de pós-graduados, os doutores tentam se distinguir com cursos e recursos de pós-doutorados. A plataforma Lattes, homenagem a Cesar Lattes, uma base de dados da sociedade acadêmica já distingue os doutores dos outros produtores de conhecimento. A ferramenta de busca da plataforma separa os currículos em duas categorias, uma de doutor e a outra que comporta os outros, onde se entende os mestres, os graduados e os de nível técnico.
As revistas científicas vão criando seus critérios de seleção aos produtores de conhecimento. E a nova ordem social ditada pelos órgãos de apoio à pesquisa é que o conhecimento seja popularizado. Pesquisadores produzem um conhecimento e buscam uma mídia científica para divulgar seus resultados. Hoje com a internet tornou-se mais fácil produzir e divulgar. Cada produtor de conhecimento pode divulgar ao mundo em seu próprio blog ou site, e haverá sempre alguém para querer aprender algo a mais. Por outro lado, aquele que procura uma informação devera saber identificar o que encontra. Títulos não significam mais deter um capital de conhecimento
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 1/09/2013

A usurpação da ciência (6), publicado em 09/09/13
Quando um padre sobe ao altar para rezar uma missa, cada cor de peça ou bordado tem um significado, e o padre deixa de ser ele mesmo para representar o Cristo. Na denominada academia, ou seja, em faculdades e universidades, a cada conquista e a cada diplomação ou certificação, há um rito de consagração, uma colação de grau. E a ciência foi novamente na religião buscar alguma inspiração. A fim de consagrar em ato solene a entrega de diplomas e certificados, foi buscar na liturgia religiosa os rituais e a paramentação para as solenidades majestosas de diplomação e titulação. Como sempre, fez uma serifação como estratégia de ineditismo. Não copiou vestimentas, mas criou um novo vestuário para o momento formal, não copiou as cores, mas deu um novo colorido aos novos significados. Quando o formando todo paramentado de vestuário e acessórios, sobe ao palco para receber seu canudo simbólico, deixa de ser ele mesmo para representar uma instituição de conhecimento.
A ciência não copiou chapéus e ornamentos sobre a cabeça, mas criou novas coberturas. Todo acessório sobre a cabeça tem um significado, desde o quipá judaico ao capelo (uma analogia a coroa real), usado pelo formando, passando pelos quepes militares. Todos têm o significado básico, de que existe algo ou alguém acima, algo ou alguém com uma superioridade, seja de valor de conhecimento ou de autoridade, formalizando assim uma hierarquia.
A beca preta dá uma ideia de imunidade, de algo oculto ou inacessível, algo que só pertence aos iniciados naquele conhecimento. Uma cor que absorve e remove negatividades. E por cima da beca preta vem a pelerine colocada sobre os ombros, símbolo de responsabilidade, “a responsabilidade pesa sobre os ombros”, em cores que identificam e personalizam o pertencimento a um grupo, uma ideia do significado, da área de conhecimento que está oculta sob a veste preta, o conhecimento que aquele detém. O ato de diplomação em uma faculdade é um momento acadêmico impossível de ser negligenciado ou recusado. Mesmo aqueles formandos que não queiram participar da cerimônia coletiva de diplomação, terão que o fazer em ambiente restrito. Terá que receber o diploma simbólico das mãos de um superior, sem um rito não há consagração.
A cor branca foi comprovada pelo disco de Newton ser um conjunto de todas as cores. Tanto no sentido religioso quanto no sentido acadêmico a cor branca é reservada aos detentores do conhecimento maior. A luz branca sob um olhar científico é a luz do conhecimento e sob o olhar religioso é a luz divina, uma cor espiritual e equilibrada, a cor da verdade.
As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. Enquanto que as diferentes cores nas vestes acadêmicas representam a área de conhecimento dependendo da cor da pelerine, a capa talar, uma veste similar ao amito dos padres. Enquanto o padre coloca o amito sobre a batina formandos e formados colocam a pelerine sobre a beca.
Os anéis de formatura têm uma razão e uma história. Em tempos longínquos só as famílias de posse e os mais abastados e influentes usavam anéis. Os anéis tanto podiam conter o brasão da família como podiam servir de carimbo em lacres, dando valor e autenticidade a um documento.
As condecorações com o tempo tornaram-se símbolo de ato de bravura, o concluinte dos cursos é considerado herói, um novo membro da realeza, pertencente a um domínio de conhecimento. Em uma época de tecnologias de informação, com o acesso a informação cabendo literalmente na palma da mão, o novo poder é o conhecimento.
O Brasil passa por uma situação interessante, a vinda de médicos cubanos, um exemplo claro de valor do conhecimento. O conhecimento tem valor não importa a embalagem que o contem, e entra em jogo a antiga lei de mercado, lei da oferta e da procura. Cada produto tem o seu preço, e cada comprador paga o que lhe convém.
Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 8/09/2013

A usurpação da ciência (1), publicado em 06/08/13
A usurpação da ciência (2), publicado em 12/08/13
A usurpação da ciência (3), publicado em 19/08/13
A usurpação da ciência (4), publicado em 26/08/13
A usurpação da ciência (5), publicado em 02/09/13
A usurpação da ciência (6), publicado em 09/09/13

PDF 457
V. Pk

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A construção do conhecimento (9)
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Construindo o conhecimento (1)
Saberes e Sabores: Leite
Saberes e Sabores: Café

Versão para Publikador PDF 457
Entre Natal/RN e Parnamirim/RN 23/08/15

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Roberto Cardoso (Maracajá)

 

Roberto Cardoso (Maracajá)

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Jornal de Hoje (http://jornaldehoje.com.br/search/roberto+cardoso)

Revista Kukukaya: http://virtualcul.dominiotemporario.com/kukukaya_maio_jun_2015/kukukaya_mai_jun_2015.html#p=68.

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Concurso Maracajá (2009)

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Revista Mandrágora (2011) – vermelha

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Revista Mandrágora (2011) – capa preta

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Revista Mandrágora (2011) – capa verde

https://clubedeautores.com.br/book/2604–Revista_Mandragora#.VaudXE1RHIU

Voo 934 (2011)

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Textos sobre komunikologia escritos:

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A práxis do ser vivente

O conceito de práxis começa com a necessidade de criar e modificar o meio. Modificar o meio com um objetivo prático é exercer uma práxis. Criar algo que facilite uma tarefa ou um trabalho. Com o uso da força e da inteligência, coletar produtos na natureza que facilitem suas necessidades e tarefas. Coletar e transformar o extrativismo em algo prático e útil.
Um simples conceito de práxis pode ser entendido a partir de alguns artefatos indígenas. Como cortar palhas e trançar-las, para construir um cesto, que vai ter uma utilidade de transportar frutos e raízes, ou objetos menores. Os homens podem construir cestos e transportar suas caças e pescas, enquanto mulheres podem transportar seus pequenos filhos. Em cestos e tranças, modalidades e utilidades diferentes para cada finalidade.
Cortar galhos de uma arvore para construir uma armadilha para caçar ou pescar, construir uma armadilha para obter alimentação de origem animal. Imprimir uma força física para modificar, e transformar um elemento retirado da natureza. Cortar, quebrar, raspar, vergar um vegetal com objetivos de construir um objeto. Construir um arco e uma flecha, que poderá ajudar na caça e na pesca. Aplicar o uso de uma energia acumulada, que pode dar impulso a uma flecha, quando liberada. Praticar tarefas sem ter um conhecimento da física, da modificação dos corpos e da transformação de energia.
E o homem chamado civilizado também construiu sua práxis. Cortou galhos e fez uma fogueira para se aquecer e preparar alimentos. Com paus e pedras sem argamassa construiu uma habitação. Com algumas pedras protegeu o fogo do vento, evitando desperdício de calor. Com peles e couros de animais fez agasalhos e abrigos. Evoluiu seu conhecimento e evoluiu sua práxis. Juntou produtos de origem animal, mineral e vegetal, construiu e criou novos produtos. Acrescentou energias invisíveis como a eletricidade, que facilitou e criou possibilidade de novos usos e novos produtos. Transformou o que poderia ser lenha em carvão. Misturou água, terra e calcário para produzir uma argamassa. Anteriormente já havia misturado capim e barro para construir tijolos. Com o fogo transformou os blocos de argamassa em novos tijolos. Fez panelas de barro e de pedra.
O homem considerado civilizado – por ele mesmo. Elaborou a sua principal práxis, a arte de anotar seus inventos e suas ideias. Com o uso da escrita perpetuou seu conhecimento, ultrapassando séculos e gerações. Enquanto índios permaneceram no conhecimento oral, transmitido de geração para geração.
E o conhecimento não para, de crescer, de ser aumentado e articulado. Daí vem uma necessidade de estudar o que já é estudado, e o que já foi estudado. Criar metodologias que façam medidas, qualitativas e quantitativas. Torna-se necessário quantificar e qualificar algo para agregar valor. Criar um novo produto com o conhecimento já existente. Analisar a historia oral por meio da escrita. Analisar documentos de uma era que fora escrito, sem a intenção da perpetuação documental. Tornar os escritos como argumentos para o conhecimento implantado e reconhecido hoje. Juntar algo que eram somente cinzas, para criar uma fênix.
Depois de transformações, que modificaram o meio, surge uma nova práxis. Daí então vem outras práxis, para serem analisadas e observadas. A práxis do existir, a transformação do mundo por uma simples existência. Uma práxis exercida por aqueles que a sociedade discrimina e exclui, denomina por seres improdutivos, aqueles que não criam objetos, que não produzem valores. Algo com um valor de mercado, com um valor determinado por aqueles que criam valores. Algo que tenha um valor para aqueles que estão imersos em valores. Algo que determinem um valor, uma utilidade. A práxis daqueles que não produzem bens visíveis, mas podem produzir bens intelectuais, gerar um conhecimento, pela simples observação do meio.
A sociedade exclui e discrimina os denominados vulgarmente: de cego, de mudo, de surdo e de aleijado. Portadores de uma dificuldade ao extremo, mostrando que cada um pode ter aquelas mesmas dificuldades, em proporções mínimas, individualizadas ou mescladas.
Os conceitos mudam e a sociedade evolui, encarando o problema, dando oportunidades e facilidades a partir de uma nova definição e conceituação de adjetivos vulgares. Passam a ser denominados como portadores de alguma deficiência: portador de deficiência visual, verbal, auditiva e portador de uma deficiência de locomoção. Deixa de ter um problema para adquirir o status de portar algo, portar uma deficiência de um aparelho ou sistema orgânico. Portam uma incapacidade de ser considerado como normal.
A sociedade não discrimina os portadores de deficiência olfativa e gustativa, já que não afetam ou influenciam os movimentos e os comportamentos dos outros. Não impedem o ir e vir de outros, não impedem ou atrapalham os caminhos.
A práxis do deficiente surge por uma indagação, de que maneira ele modifica o meio, como modifica o pensamento e o meio em que vive. Um dia o homem deixará este planeta, e os critérios de embarque já vem sendo construídos. Desde há muito tempo já existem critérios de desembarques, os critérios de abandonos de navios, quando estão à pique. Critérios muito citados e retratados em filmes antigos, mulheres e crianças abandonam o navio primeiro. Uma época que deficientes físicos eram deixados para trás, a prioridade retratada é de crianças, e de quem poderia cuidar daquelas crianças, podendo ainda gerar novas crianças. Um modelo de sobrevivência da espécie. Filmes catástrofes sempre mostraram marinheiros dando avisos que mulheres e crianças devem embarcar com prioridade, nos botes salva vidas. O capitão da embarcação, o portador de uma autoridade e de um conhecimento, não deve abandonar o navio, enquanto tripulação e passageiros não se encontrarem em condições mínimas de segurança, que possam garantir a sua sobrevivência.
Desde algum tempo já existe um critério e um privilégio, no embarque em aviões. A começar por portadores de alguma insuficiência ou deficiência na ação de locomoção. Depois os passageiros com crianças, independente do sexo da pessoa que conduz a criança, tem prioridade no embarque. Crianças de colo ou crianças que já podem andar. Crianças que podem andar, e que por um descuido podem criar situações de perigo, ou de emergência, vão acompanhadas de seus responsáveis. E os critérios de embarque e desembarque em naves espaciais vão sendo criados e popularizados.
Alguns grupos já tem uma prioridade para embarque, mas ainda terão que aguardar que todos os outros grupos embarquem, para então o avião começar as manobras de decolagem. Prioridade requer paciência de ambos os lados. Em casos de acidente em avião, cada um dos passageiros já foi instruído pelos comissários, por palavras ou por gestos; ou pelas informações contidas em folhetos, normalmente localizados atrás das poltronas, no porta-revista. Em um acidente com avião também há critérios de abandono da aeronave, contidos nas instruções em folheto encontrado a bordo. A primeira hipótese é de fazer um pouso emergencial na água.
Um transporte urbano de passageiros, sobre trilhos ou sobre rodas, oferece assentos especiais, e exclusivos para deficientes e idosos. Certa quantidade de assentos com cores vivas estão destinados a idosos, gestantes e deficientes. E os BRTs e os VLTs vão promovendo um conhecimento de acessibilidade aos seus passageiros. Os BRTs e VLTs promovem aulas de segurança e de acessibilidade nos transportes, com a escrita e a fala, em dois idiomas, no caso brasileiro, português e inglês. Os anúncios das próximas estações também são bilíngues. Transportes modernos ainda promovem uma acessibilidade climática, beneficiando estrangeiros acostumados com temperaturas mais baixas, em contra partida, ofertando um conforto para quem está acostumado com altas temperaturas. Equipamentos de ar condicionado proporcionam um ambiente padrão de temperatura e umidade.
Auditórios oferecem cadeiras mais largas para pessoas obesas, podendo ser encontrados na primeira ou na ultima fila. Guardando a opção para o usuário, o quanto ele vai se deslocar dentro do auditório, e escolher a opção de ficar mais longe ou mais perto do palco. Alguns transportes como ônibus também oferecem assentos para obesos. Cada qual tem uma dificuldade de locomoção e cada qual vai servido de exemplo para uma acessibilidade e mobilidade global.
A partir da acessibilidade, enquanto uns podem ter prioridades e privilégios, outros podem recusar prioridades e privilégios, tendo a opção de se adequar ao modelo padrão. Como uma dieta de emagrecimento, chegando ao extremo de uma operação bariátrica, na intenção de se enquadrar em um modelo padrão de beleza ou desempenho físico. Próteses também podem criar e ampliar esta acessibilidade.
A arca de Noé não fez distinção de animais. Cada casal podia chegar e embarcar. E o homem vai se civilizando, vai se aprimorando, para não ser classificado ou discriminado, com um ser sem educação, ou um animal, na próxima arca da sobrevivência.
Os deficientes visuais exercem a pratica de ensinar comportamentos. O comportamento para mostrar que nem todos têm a mesma capacidade e acuidade visual, criando estratégias pelas ruas de uma acessibilidade total. Travessias de ruas e avenidas alem de contar com o tradicional sinal luminoso, podem contar com sinais sonoros.
Os deficientes físicos mostram que nem todos têm a mesma habilidade e velocidade de locomoção, precisam de um tempo maior que uma maioria considerada normal. E não basta para correr ao atravessar a rua, tentando se adaptar ao tempo regulamentado. As faixas de pedestres, pintadas no chão são calculadas, por um tamanho determinado, de um passo em tamanho padrão, e por uma quantidade de passos padrões, em um tempo padrão, necessários para atravessar uma rua de tamanho padrão. À medida que as populações de deficientes aumentam, e a geografia urbana se modifica, surge uma necessidade de reavaliar os padrões. Os sistemas de BRTs e VLTs vem modificando a geografia urbana, e os critérios e prioridades entre veículos diferentes e pedestres.
Muitos podem desenvolver atividades de uso da força, e da musculação, da capacidade física, como o caso de algumas profissões. Outros exercem atividades intelectuais.
Escrever? Para que escrever? Para quem escrever? Por que escrever? Para mostrar para aqueles que andam muito rápido e não percebem o que acontece a sua volta. Correm motivados e viciados pela adrenalina. E precisam de um momento para parar e ler o que foi escrito, o que alguém viu e escreveu, e ele não percebeu.
A ocupação de sempre. Quem não escreve precisa estar ocupado com outros afazeres, precisa ocupar a mente.

Rio de Janeiro/RJ ─ 12/10/2014

Mais outra carta para um Mestre e Doutor (4ª carta)

Enquanto carros correm de um lado para outro, os alunos fazem um zigue-zague sobre o asfalto liso e muitas vezes molhado, para driblar dos carros circulantes, ao atravessar uma avenida. O aluno corre em busca de uma mensagem para o conhecimento. Uma mensagem para salvar sua vida entre o conhecimento e o congestionamento. Uma mensagem simples, com duas cores, uma verde e outra vermelha.

Outra mensagem foi publicada em um jornal de grande circulação na cidade. A mesma outra mensagem foi publicada no jornal da agremiação estudantil. A mídia interna, o House organ estudantil contou com a leitura do corpo docente e corpo discente, da diretoria e das coordenações. A mensagem outra em formato PDF, como original da mídia impressa, circulada nas bancas, foi enviada por e-mail à sede da instituição. Tendo com retorno de mensagem apenas uma palavra, de profundo incentivo e consternação pelo fato: “legal” (sic).

Comentários pelas ruas e avenidas. Comentários em sala de aula e comentários pelos corredores que levam às salas de aulas. Comentários pelo pátio da instituição. Nada mudou e nada aconteceu. Os supostos autorizados a tomar uma decisão, a fazer um posicionamento, continuaram posicionados onde estavam. Continuaram em suas cavernas.

As feras do conhecimento, e do poder administrativo, atravessam o pátio acadêmico com semblantes de ocupados e apressados. Como um animal presa com pressa. Atravessa correndo as savanas, com olhares preocupados com seus predadores, que podem surgir a qualquer momento, entre as folhagens. Um aluno também pode surgir entre as folhagens a qualquer momento. Entre as folhas de livros, de cadernos e de fotocópias. Com ideias, cartazes e panfletos. Com manifestos escritos e manifestações teatralizadas.

Alunos fizeram um teatro, um manifesto ao problema na travessia da avenida. Diante dos veículos transitando na avenida, ali foi seu palco. Teatralizaram como mídias humanas, e corpos vivos como veículos de comunicação. Mostraram suas dificuldades como alunos, de pessoas que não podem competir fisicamente com um veículo automotor conduzido em velocidade. Problemas de cidadãos e de pedestres, de passageiros que desembarcaram de um coletivo. Uma cidadania do direito de ir e vir. O teatro fez sua apresentação na pista e fechou suas cortinas. Passaram os dias, passaram os semestres, passaram os anos, o problema é recorrente. Fecharam os olhos como cortinas, diante da cena diária, e da única e inédita apresentação teatralizada.

Aqueles que vivem boa parte do tempo do dia em ambientes fechados e isolados, ficam com uma visão limitada. Não conseguem enxergar muito longe, nada que ultrapasse aos poucos metros que tem de visão á sua volta. Só enxergam o que acontece à sua volta, seus círculos diários de vivencia. Seus músculos oculares se atrofiam impedindo de movimentar o globo ocular para que a pupila mire para olhares distantes.

Graus e lentes se tornam necessário. Muitos se graduaram e pós graduaram, e por fim se acomodaram com o ultimo grau atingido, em lentes e ambientes. Um dia com um choque térmico dos ambientes climatizados com a temperatura ambiente nas instalações comuns, para todos os corpos: docente, discente e funcionários. Acometidos por uma midríase de espanto hipertensivo mostram em espasmos frenéticos suas surpresas quanto a um fato, buscando um infeliz para pagar o pato.

Um exemplo de visão ao longo da história. Podemos identificar e percebemos facilmente com os holandeses. A Holanda tem seu território rodeado de diques para impedir que as águas invadam seus terrenos baixos. Com os diques, os holandeses ficam impedidos de mirar o horizonte. Holandeses ao longo da história, na época do descobrimento, estiveram no Brasil e se instalaram em Recife. O litoral de Recife possui arecifes que impedem de avistar a linha do horizonte, tal como em seu país distante. Pintores holandeses raramente pintam paisagens, estão mais propícios e tendenciosos a pintar corpos e rostos próximos. O símbolo de uma grande empresa petrolífera holandesa é uma concha. Um símbolo do fechamento e do isolamento.

Um empreendimento holandês, ou com nome de holandês, bem poderia tentar adquirir um imóvel abaixo do nível de uma avenida, ou destacando-se em uma mesma avenida como um moinho se destaca em um campo. Um imóvel com mais altura do que largura.

Portugueses procuram esquinas como a esquina do Rio Tejo com o mar. No Brasil primeiro se instalaram em abrigos naturais como angras e baías: como baía da Guanabara, baía de Todos os Santos e Angra do Reis. Percorreram o litoral brasileiro, procuraram esquinas como a esquina do Rio Tejo em Lisboa, procuraram rios ao longo do litoral. Encontraram as esquinas tão procuradas, e fundaram o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul.

Na Avenida Roberto Freire (Natal/RN), um português se instalou mais próximo ao mar, quase na esquina, da avenida com o mar. Um holandês adentrou o continente, procurou um abrigo, mais adiante, que lembra um moinho, com mais altura do que largura.

Um americano, laureado pelo povo local, procurou um campus maior, com uma pista de pouso próximo, lembrando o Campo de Parnamirim, quando se instalou no período da guerra, no município vizinho. Instalou-se na avenida entre o português e o holandês. Tal como quem quer estar sempre por perto e saber o que acontece a sua volta, saber o que seus vizinhos fazem e como fazem.

O planeta gira e a historia se repete, como se repete os dias e as noites, que mesmo sendo repetidos não são idênticos. E da mesma maneira é a história que se repete sem ser idêntica. Sem ter o mesmo cenário, podendo ter variações e diferenças nos atores e nos personagens.

Problemas na vista, diante da visão, e na porta de uma instituição. Como a instituição não buscou soluções para problemas externos, talvez pudesse resolver algum problema interno. Entende-se então, que não haveria problemas internos. E se existissem ou surgisse, rapidamente pudessem ser resolvidos. A instituição então buscaria mais soluções para problemas internos. Pois um questionário é feito para pesquisar e identificar problemas encontrados pelo ponto de vista do usuário do sistema e das instalações, o aluno. Identificados os problemas, daí a instituição fecha-se em concha. Isola o problema invasivo e transforma em uma pérola. Agrega valor a um problema mostrando-o como uma pérola de valor.

Esta dentro dos currículos dos cursos aprenderem a fazer a analise SWOT, a Matriz FOFA (Forças – Oportunidades – Fraquezas – Ameaças: fatores ou oportunidades que provoquem forças ou ameaças; focos e olhares para fortalecimentos e avanços; o que foi feito ontem fortalece o amanhã). Assim buscando identificar problemas de origem interna e origem externa, para então buscar estratégias de soluções. Problemas que podem se tornar uma ameaça ao seu desenvolvimento e seu estabelecimento. Supõe-se então que se não for capaz de resolver problemas externos, que fosse capaz de resolver problemas internos, aqueles dentro de sua concha.

Não só a analise SWOT é ensinada, mas também missões e visões. Uma instituição educacional deve buscar missões e visões sobre aquele que é o seu patrimônio mais exprimível, um patrimônio moral e intelectual. Um patrimônio que leva seu nome para as ruas e avenidas, indústrias e comércios.

Afirmando novamente que a grande mídia do momento é a internet. Um meio que não envia pacotes e muito menos envelopes transportando volumes e valores como conteúdo. Uma mídia sem critérios de despacho aduaneiro ou bucaneiro. Franqueadas a todos, a quem posta e escreve e a quem investiga e quer ler a mensagem.

Como a internet é a principal mídia do momento, esta missiva consta na internet, onde as ideias e pensamentos ganham adeptos e leitores, volumes e valores. O mundo vive uma globalização e todo conhecimento deve ser compartilhado.

Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 16/07/2014

Texto produzido para:
Internet – Blogs e Sites

TEXTO DISPONÍVEL EM

http://www.publikador.com/estudos-academicos/maracaja/2014/07/mais-outra-carta-para-um-mestre-e-doutor-4a-carta-2/

 CMEC/FUNCARTE
Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN

Roberto Cardoso

Jornalismo Científico
FAPERN-CNPq

PRÊMIO
DESTAQUES DO MERCADO – INFORMATICA 2013
Categoria Colunista em Informática